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Enxerto ósseo para implante: quando é necessário?

Nem todo implante exige enxerto ósseo. Entenda por que o osso pode ser insuficiente, como o dentista avalia e quais situações levam à indicação do procedimento.

05 de outubro de 20266 min de leituraImplantes DentáriosPor Dr. Fábio Ribeiro de Souza
Instrumentos odontológicos esterilizados organizados sobre campo azul em consultório

A resposta direta é: não. O enxerto ósseo não é uma etapa obrigatória para todo mundo que vai colocar implante. Ele entra no planejamento quando não existe osso suficiente, em volume ou em qualidade, para posicionar o implante adequadamente na região necessária. Em muitos casos o implante é instalado sem nenhum procedimento adicional; em outros, o enxerto é o que torna o tratamento possível ou mais seguro. O que define isso é a avaliação clínica combinada com exames de imagem, e não uma regra geral.

Por que o osso pode ser insuficiente

O osso que sustenta os dentes precisa de estímulo para se manter. Quando um dente é perdido e não é reposto, é comum que aquela região sofra reabsorção, ou seja, perca volume ao longo do tempo. Quanto mais antiga a perda, maior a chance de o osso ter diminuído. Outras situações também pesam: doença da gengiva e do osso antes da perda do dente, infecções, extrações complicadas, anatomia da região, como seios maxilares que descem quando faltam dentes de cima, ou a perda de vários dentes seguidos em uma mesma arcada. Cada boca tem um histórico, e é por isso que duas pessoas com o mesmo número de dentes faltando podem ter quantidades de osso bem diferentes.

Como o dentista avalia se há osso suficiente

A avaliação começa no consultório, com o exame clínico, o histórico de saúde e a observação da gengiva e da região onde o implante seria posicionado. Como o volume de osso não pode ser medido apenas a olho nu, o dentista solicita radiografias e, quando o caso pede, tomografia computadorizada. Esse exame mostra altura, espessura e densidade do osso, além da posição de estruturas importantes, como o nervo na mandíbula e os seios maxilares. Com esse conjunto de informações, o planejamento é individual: define se o implante pode ser feito direto, se precisa de algum preparo prévio ou se existem alternativas para o caso.

Quais tipos de enxerto podem ser considerados

Existem diferentes técnicas de aumento ósseo, e a escolha depende de quanto osso falta, de onde falta e do objetivo do tratamento. De forma geral, podem ser consideradas a regeneração óssea guiada, em que material de enxerto é colocado na área para reconstruir o volume; o enxerto em bloco, indicado em perdas maiores; e o levantamento de seio maxilar, que cria espaço para osso na região dos dentes superiores posteriores, onde o seio costuma ocupar o lugar que antes era de raiz. Nenhuma técnica é a melhor em absoluto: cada uma tem indicações próprias, e é o profissional, com os exames em mãos, quem define a mais adequada para cada situação.

O enxerto pode ser feito no mesmo dia do implante?

Depende. Em alguns casos, quando a falta de osso é pequena e as condições da região são favoráveis, o aumento ósseo pode ser realizado na mesma cirurgia da instalação do implante. Em outras situações, o osso disponível não permite travar o implante em posição segura, e o caminho é enxertar primeiro e esperar a região cicatrizar antes de instalar o implante. Esse tempo de espera varia conforme a técnica utilizada, a extensão da área reconstruída e a resposta de cada organismo, então não existe um prazo único que sirva para todos os casos.

Como é a recuperação

Assim como qualquer cirurgia na boca, o enxerto ósseo tem um período de recuperação. É comum que haja inchaço na região, desconforto e sensibilidade nos primeiros dias, com variação conforme a extensão do procedimento: uma reconstrução pequena costuma dar menos trabalho do que um enxerto extenso. O acompanhamento com o dentista faz parte do tratamento, para verificar a cicatrização e orientar os cuidados de higiene e alimentação em cada etapa. As orientações específicas de cada caso, incluindo medicações, são passadas pelo profissional que realiza o procedimento.

Todo paciente que perdeu osso precisa de enxerto?

Não. A perda de osso não significa, automaticamente, que o implante ficou impossível sem enxerto. Dependendo da quantidade e da localização do osso remanescente, o implante pode ser posicionado com sucesso, às vezes com pequenos ajustes no planejamento, como uma inclinação diferente ou a escolha de outra região para apoio. Em outros casos, o enxerto realmente é o caminho. Também existem planejamentos que contornam a necessidade de reconstrução, dependendo do tipo de reabilitação escolhido. É a combinação do exame clínico com a tomografia que mostra qual caminho faz sentido para cada pessoa.

Por que o planejamento importa mais do que evitar o enxerto a qualquer custo

É compreensível que o paciente prefira uma cirurgia só a duas. O ponto é que a posição, a estabilidade e a segurança do implante dependem de osso suficiente no lugar certo. Um implante instalado sem condições adequadas pode ter menos previsibilidade, exigir reparos no futuro ou comprometer a função e a estética da região. O objetivo do planejamento não é enxertar por enxertar, nem evitar o enxerto a qualquer custo, e sim garantir que o implante fique firme, funcione bem e seja fácil de manter ao longo dos anos. Às vezes isso significa fazer o enxerto; às vezes, não precisar dele.

Se você pretende colocar implante e ficou com dúvida sobre o osso da sua região, agende uma avaliação com o Dr. Fábio Ribeiro em São José dos Campos. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta odontológica.

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